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Aluguel de imóvel tem alta de 1,2%

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Moradores que precisam locar imóveis tiveram de deixar mais dinheiro com os proprietários no mês passado. O valor do aluguel residencial subiu 1,2% em janeiro, segundo estudo mensal do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), divulgado ontem.

aumento de aluguelNos contratos em andamento, baseados no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), o reajuste acumulado entre fevereiro de 2010 e janeiro foi de 11,5%.

Por meio de nota, o vice-presidente de gestão patrimonial e locação da entidade, Francisco Crestana, destacou que o fato do aumento ser menor do que o desempenhado em dezembro, 1,9% e novembro, 1,6%, indica que os preços podem caminhar para a estabilidade neste ano. O estudo diz que o acréscimo médio das locações nos últimos 12 meses foi de 14,57%.

No Grande ABC, as correções do aluguel estão atreladas aos da Capital. É o que aponta o delegado regional do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), Alvarino Lemes. Ele conta que proprietários que mantinham acordos com inquilinos conhecidos, morando no local há cerca de seis anos, preferiram ofertar seus imóveis para novos contratos, pegando carona no reajuste. "De 2006 para cá começaram a ter oscilações. Ano passado chegou a 15%. Ultimamente as taxas estão disparando", diz Lemes.

Ele emenda que a grande quantidade de lançamentos para compras, com a pouca disponibilidade de imóveis residenciais para locação atrapalha, já que a demanda está "muito grande".

Preços

A perspectiva de manutenção nos preços é reforçada pelo corretor Miguel Colicchio, de uma imobiliária de Santo André. Ele afirma que, no caso de trajetória de aumento contínuo dos preços, os locatários terão mais dificuldades para desembolsar o valor do aluguel.

O custo médio na região hoje para apartamentos de um dormitório é de R$ 900 a R$ 1.500 mensais, segundo o corretor Milton Casari, de uma imobiliária em São Bernardo. Fora despesas com condomínio - que flutuam entre R$ 300 a R$ 400, em média - e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). "Começou a entrar numa fase de mais imóveis para locação, em função do aquecimento do mercado imobiliário", diz.

Unidade com um quarto tem correção acima da média
O preço do aluguel de imóveis com um dormitório ficou acima da média, em janeiro. O balanço do Secovi destaca que a correção foi de 1,5%, contra 1,2% da média. Locação de dois quartos contou com o mesmo percentual.

Casari afirmou que a demanda de locação é maior para imóveis menores, fazendo com que o porte sofra as maiores valorizações. "A procura, geralmente, é feita por descasados ou pequenos casais. Querem local próximo aos comércios. Esses imóveis geralmente são mais baratos, cabem no bolso deles", compara.

Mas há falta de imóveis desse padrão na região. O corretor afirma que é mais vantajoso, para as construtoras, lançar empreendimentos com dois dormitórios. A valorização nesse caso é muito maior do que os que dispõem de apenas um quarto.

O presidente da Acigabc (Associação dos Construtores Imobiliários e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci, afirma que a diferença entre ambas as plantas é de 10 m², em média, o que ajuda a tornar ainda mais escasso apartamentos de um quarto. "O valor de venda de apartamentos de um e dois dormitórios também é muito próximo", sustenta.

Fonte: Diário do Grande ABC

 

Assembleia Virtual na Folha de S. Paulo

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A Assembleia Virtual foi destaque da Folha do último dia 06 de março. A matéria aborda as facilidades da ferramenta nas reuniões de condomínio, e exemplos de usuários. Ainda assim, a matéria não está precisa. Saiba mais aqui.

Confira a matéria:

Fórum virtual agiliza discussões de assembleia de condomínios

Assembléia VirtualA internet virou aliada de condomínios de São Paulo para encurtar as longas discussões das assembleias. Antes da reunião, um sistema on-line permite a condôminos comentar e discutir propostas do síndico durante um período determinado por ele.

A votação, porém, continua sendo presencial. Quem não pode ir vota por procuração ou no site --desde que tenha certificação digital. A implantação do sistema demanda aprovação de 2/3 dos moradores em assembleia presencial e registro no estatuto do condomínio.

No Residencial das Ilhas, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), a dificuldade para reunir os condôminos nas reuniões levou a síndica Silmara Reis, 36, a testar o sistema com 40 moradores no final do ano passado, após a aprovação da proposta em assembleia.

"Quem tem que trabalhar e não pode participar, por exemplo, tem a opção de votar por meio de uma procuração e acompanhar a discussão pela internet como se fosse em um fórum", afirma.

De acordo com a síndica, não houve gastos com a implantação, mas há uma taxa mensal de manutenção de R$ 29,90, rateada entre os moradores. "Fazemos parcerias com os condôminos que atuam no setor de vendas e serviços. Eles anunciam no site e pagam um valor simbólico para ajudar no caixa", explica.

Mais participação

Segundo Carlos Henrique Cêra, diretor de produtos da Superlógica, empresa que criou o projeto da assembleia virtual, a participação dos condôminos passou de 10% para 70% com a tecnologia. "Em um minuto, o morador registra sua opinião sobre a discussão na internet."

Apesar das vantagens, a tecnologia esbarra na burocracia, diz Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário). "Pode haver troca de comentários, mas a presença física é crucial para a gestão do condomínio", comenta.

Para ele, entre os desafios que essa tecnologia deve superar estão a legitimação do voto e a democratização do acesso à internet.